Este site é um repositório de textos que encontrei nos meus estudos sobre criação de canários, especialmente da raça Gloster.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Perguntas e respostas sobre doenças de pássaros de goiola
1. Podemos tratar preventivamente a coccidiose?
O melhor elemento na prevenção da coccidiose é a higiene. Há vários programas de prevenção pelo uso contínuo de produtos homeopáticos. As empresas Arenales Fauna e Flora (http://www.arenales.com.br/) e Vida Animal (http://www.vidaanimal.far.br/) oferecem opções nessa linha de tratamento.
Um protocolo muito adotado pelos criadores de silvestres é o emprego preventivo de produtos à base de metilclorpindolo, como o Coccidex da Aarão ou o Coccinon da Angercal consorciados com emprego de simbióticos na alimentação.
Um protocolo bastante eficiente consiste no emprego de 2 cápsulas de Coccidex por litro de água, durante 10 dias seguidos, em quatro tratamentos anuais, consorciado com o emprego de Organew da Vetnil, na farinhada.
O metilclorpindolo, presente no Coccidex, é um coccidiostático, interferindo na reprodução dos coccídeos, reduzindo o nível de infestação e permitindo o desenvolvimento da imunidade ativa pelo organismo do pássaro. O uso continuo de simbióticos irá mobiliar a microbióta intestinal com organismos vivos não nocivos, reduzindo a possibilidade de instalação de agentes patógenos.
Uma observação importante é que, no caso de um quadro agudo de coccidiose, o metilclorpindolo não deverá ser mais a primeira escolha de tratamento, pela possibilidade de desenvolvimento de resistência.
2. Minha fêmea bota 3 ovos mas sempre o terceiro com a casca mole. Como posso corrigir isso?
Muitas podem ser as causas da má formação da cascas dos ovos. Nesse caso específico, parece faltar cálcio para a formação da casca. O correto balanceamento da dieta, com o fornecimento cálcio, fósforo e vitamina D em níveis adequados é fundamental para a correta formação dos ovos.
Como medida paliativa emergencial pode ser adicionada uma pitada de bicarbonato de cálcio na água de bebida, a partir da primeira gala até a postura do último ovo. Esse procedimento elevará a concentração plasmática de cálcio, facilitando a sua deposição na formação da casca.
3. Meus filhotes estão morrendo antes de sairem do ninho. Notei pequenas manchas amareladas no abdomem. Qual é o problema?
As manchas amareladas parecem evidenciar restos de gema não absorvidos no desenvolvimento do embrião. É provável a mycoplasmose nos reprodutores. O diagnóstico somente pode ser comprovado por exame necrológico e cultura de material em laboratório. Emergencialmente, pode ser ministrado Nalit Baby, da Angercal, 1g em 50 mL da água de bebida durante os oito primeiros dias de vida dos filhotes.
Comprovado o diagnóstico, provavelmente a indicação será tratar o plantel com Linco-Spectin, da Pfizer, 3 mL por litro de água, durante 6 dias.
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4. Meu pássaro prendeu a anilha no porta-frutas e está com a canela e o pé feridos. Como tratar?
Costumamos empregar nos casos mais graves, o Cort-Trat, da SM, destinado aos caninos e felinos, cujo princípio ativo é a Dexametazona, usando ¼ de comprimido em 50 mL de água, por, no máximo, 3 dias seguidos.
Para uso tópico, nossa primeira opção é a pomada de uso humano, Queimalive, da Cifarma.
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5. Tenho uma fêmea de azulão que está perdendo as penas na nuca e nas costas. A falha está aumentando e eu já pinguei ivomec e não melhorou. O que posso fazer?
O melhor é procurar um veterinário para colher material do local e examinar em laboratório. Se não houver essa disponibilidade, a nossa primeira escolha seria o Frontline, Spray, da Merial, destinado ao combate de pulgas em cães. O produto tem como principio ativo o Fipronil, bastante seguro para pulverização em pássaros. Tendo o cuidado de não borrifar sobre comedouros e utensílios.
Se não houver melhora, poderá ser ministrado Cetoconazol solução oral, também destinada aos cães. Uma gota em 50 mL de água durante 30 dias.
6. A Ivermectina é o vermifugo mais indicado para os pássaros?
O melhor vermífugo é sempre o específico para a infestação, indicado pela analise laboratorial de fezes colhidas.
A Ivermectina é um potente anti-parasitário, com ação eficaz sobre Nematóides (vermes redondos) e artrópodes (ácaros, piolhos e outros insetos), muito empregada na avicultura de gaiola.
Nos casos de quarentena de pássaros chegados ao criatório, sempre iniciamos o tratamento pelo emprego da Ivermectina (G-Tróx da Aarão) em dois tratamento intervalados por 8 dias. Ministramos após uma semana o Mebendazole, efetivo contra os Cestóides (vermes chatos), também em dois tratamentos intervalados por 10 dias.
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7. Tenho perdido muitos filhotes de curió e um amigo mais experiente observou que estão com a doença da pinta preta no lado direito do abdomem. O que devo fazer?
A mancha escura que você observou na lateral direita do abdome dos filhotes é, provavelmente, a vesícula biliar aumentada, e (ou) o próventrículo aumentado por acumulo de alimentos não digeridos, podendo refletir Salmonelose ou (e) Colibacilose.
Emergencialmente, você poderá ministrar para as ninhadas, Clavulin (250mg), medicamento de uso humano que associa AMOXICILINA+CLAVULANATO. A solução oral é fornecida em pó, para ser hidratada pelo usuário. Não a hidrate. Ministre uma pitada do pó, com volume semelhante ao de um grão de arroz com casca, em 50 mL de água, por 8 dias.
Procure um veterinário para a avaliação das matrizes. Essa ocorrência é comum em planteis imunossuprimidos, normalmente com aves portadoras crônicas de Mycoplasmose.
8. Minha fêmea de bicudos está ficando com as penas do peito molhadas e desarrumadas. Os filhotes estão com 5 dias. Acho que é a doença do suor das fêmeas. Como posso tratar?
As fêmeas de bicudo, como outros pássaros, não suam. Os filhotes têm diarréia e suas fezes umedecem a plumagem do peito das fêmeas.
Os filhotes quando nascem não apresentam flora intestinal. A colonização intestinal é lenta e gradual pela flora benéfica. Evidentemente que bactérias patogênicas, quando conseguem localizar-se no tubo digestivo destes filhotes, encontram terreno propício à proliferação causando diarreias.
O uso de probióticos nas farinhadas auxilia na prevenção das diarréias de ninho. Devido a grande resistência bacteriana aos principais medicamentos empregados na avicultura de gaiola, a coleta de matéria para exame laboratorial e antibiograma é importantíssima.
Na impossibilidade, a associação de 5 gotas de Neocolin, da Vansil, com 8 gotas de R-Trill, da Aarão, em 50 mL, por 8 dias, têm apresentado excelente resultado.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Padrão do Gloster segundo a FOB
1. ORIGEM
Condado de Gloucester, Grã-Bretanha
2.HISTÓRICO
A origem da raça é bem conhecida, ao contrário da maioria das outras.
Em 1925 dois exemplares foram exibidos no National Show no Cristal Palace e, afortunadamente eles foram reconhecidos como uma nova raça pelo juiz A.W.Smith, já falecido.
Há mais de sessenta anos, ao fazer sua aparição, no tempo em que a raça Crested estava em seu apogeu, o GLOSTER foi objeto de muita polêmica. Muitos criadores daquele tempo relutaram em aceitá-los, considerando-os com maus exemplares do então rei da criação de canários, o Crested. Com incrível persistência, a Senhora Rogerson, e os Srs. A.W.Smith e John Mclay, um notável criador escocês, tornaram-se os pioneiros na criação desse novo e pequeno canário de forma. Enquanto a Senhora Rogerson obteve seus passáros partindo do cruzamento de Rollers de topete com Border de tamanho bem reduzido do plantel de J. H. Madagan, o Senhor Maclay cruzou seus menores Crested, que eram usados como amas para os grandes, com os menores Borders que conseguiu obter com os criadores escoceses. É preciso não esquecer que o Border de 1925 era um pássaro pequeno e de plumagem excelente e deste pequeno "wee gem" e do então considerado o rei da canaricultura, o Crested, se originou o pequeno pássaro que posteriormente passou a se chamar-se GLOSTER, corruptela de Gloucester, nome escolhido pelo juíz que primeiro aceitou, A. W. Smith.
Como toda raça que possui o topete, há exemplares com e sem topete, ou seja, o CORONA e o CONSORT, que apresentam características idênticas, executando-se o topete.
O GLOSTER IDEAL
É um pássaro pequeno, tendendo ao diminutivo.
O tamanho ideal é em torno dos 11 cm.
O topete é rico em penas, redondo, simétrico e perfeitamente aderente à nuca, cobrindo parte do bico e dos olhos. O ponto central de onde se irradiam as penas é um pequeno ponto de no máximo 1 mm de diâmetro.
O CONSORT possui a cabeça redonda sob todos os ângulos, penas longas e sobrancelhas bem evidentes, como devem ser todos os parceiros de pássaros de topete.
O bico é curto e cônico, olhos mais próximos do bico que da nuca, que com uma curva reversa quase imperceptível faz a concordância com o dorso.
O pescoço é curtíssimo e grosso, ligando a cabeça harmoniosamente ao dorso, peito e ombros, o dorso é ligeiramente arredondado, ombros largos, peito amplo com afunilamento pronunciado em direção à cauda (Pião).
A plumagem deve ser compacta, sem frisos ou penas soltas e são aceitas todas as cores, à exceção do fundo vermelho.
A postura se caracteriza por uma inclinação do corpo de aproximadamente 45º com a horizontal.
A cauda é curta, compacta, praticamente alinhada com a parte baixa do dorso.
As asas, também curtas, assentam-se perfeitamente sobre o dorso sem cruzar as pontas que se apoiam sobre a rabadilha.
As pernas que apresentam as coxas invisíveis na plumagem, são implantadas bem atrás do corpo, as canelas curtas com os dedos e unhas perfeitos e delicados, característicos das raças pequenas.
É um pássaro vivo, de movimentações constantes, que deve estar perfeitamente limpo e saudável para que esteja completo o pássaro ideal.
COMENTÁRIOS SOBRE OS ITENS DA TABELA
1. TAMANHO - 20 PONTOS
- Pássaros com 13 cm ou mais devem ser desclassificados. Os nevados sempre se apresentam maiores que os intensos e pássaros intensos grandes devem ser também penalizados com extremo rigor.
- A preferência é sempre, desde que idênticos em todos os outros pontos, pelo pássaro menor
2. CABEÇA/TOPETE - 20 PONTOS
- Topetes elípticos, embora perfeitos, devem ser penalizados com rigor.
- Topetes com falhas ou fendidos, levantados na nuca deixando à vista um área acima de 2mm de diâmetro, implicam em desclassificação do exemplar.
- Topetes planos ou que cubram por demasiado o bico e os olhos devem ser penalizados com rigor.
- Topetes com outra forma que não a circular devem ser penalizados.
- Topetes cujas penas não estejam assentadas acompanhando a forma natural devem ser penalizados com rigor. Topetes em que a parte traseira não esteja aderente à nuca devem ser penalizados, proporcionalmente ao afastamento do padrão.
- Penas com canos, normais em pássaros que estão em fase terminal da muda, devem ser penalizados, porém, de acordo com a quantidade delas. A cabeça faz parte do julgamento neste item, e deve ser analisada em suas partes aparentes da mesma forma que o é no CONSORT.
- Cabeças proporcionalmente pequenas devem ser penalizadas com rigor, assim como os pássaros de faces pontiagudas (pouca bochecha). Cabeças sem a elevação da fronte, topo plano, nuca arredondada destacando-se por demais da linha do dorso, olhos mal posicionados ou bico desproporcional devem ser penalizados proporcionalmente à deficiência.
- Ponto central de tamanho maior que o permitido deve ser penalizado com rigor de acordo com o tamanho do círculo calvo, acima de 2mm de diâmetro devem ser desclassificados. Pontos transformados em linha ou outras figuras devem ser penalizados com rigor. Pontos deslocados em relação ao centro do topo da cabeça devem ser penalizados de acordo com a importância da deficiência. A ausência dos cílios deve ser penalizada com rigor. Quando presentes, a penalização deve ser proporcional à deficiência na apresentação dos cílios.
- Nuca perfeitamente alinhada com o dorso deve ser penalizada. Pescoço fino ou comprido devem ser penalizados com rigor
- A linha do peito deve ser analisada em relação ao padrão. Peitos retos,dorsos corcundas ou côncavos, ombros, corpo muito comprido, asas cruzadas devem ser penalizados neste item, proporcionalmente à deficiência.
- Pássaros compridos e finos devem ser penalizados com extremo rigor, principalmente os nevados.
- A plumagem deve ser compacta. Pássaros com penas soltas que modifiquem o contorno externo devem ser penalizados, proporcionalmente às deficiências.
- Pássaros com fachos muito pronunciados devem ser penalizados com rigor. Quistos na plumagem implicam em desclassificação.
- Pássaros cuja posição seja nitidamente superior ou inferior aos 45º com a horizontal devem ser penalizados. Os pássaros de topete algumas vezes ficam um pouco mais elevados, principalmente quando o topete cobre grande parte dos olhos, o que deve ser penalizado no item referente.
- Pássaros que se situam na horizontal ou próximo à vertical devem ser penalizados com extremo rigor.
6. CAUDA - 5 PONTOS
- Caudas compridas ou abertas devem ser penalizadas.
- Caudas caídas ou levantadas devem ser penalizadas com rigor.
7. PERNAS E PÉS - 5 PONTOS
- Pernas implantadas muito à frente devem ser penalizadas com extremo rigor.
- Canelas longas devem ser penalizadas com rigor.
8. CONDIÇÃO GERAL - 5 PONTOS
- Pássaros sujos na plumagem, com escamas nos pés ou canelas e pássaros letárgicos devem ser penalizados.
Resumo Técnico da Raça GLOSTER
1. Tamanho - 20 pontos
O menor possível, sendo o ideal em torno dos 11cm
2. Topete/Cabeça - 20 pontos
Topete (corona): bem redondo e cheio com pontos central o menor possível, aderente à nuca. Olhos visíveis, bico cônico e pequeno.
Cabeça (consort): bem redonda e larga com penas longas e sobrancelhas bem evidentes.
3. Corpo/Forma - 20 pontos
Pescoço largo, separação cabeça/corpo invisível.
Peito bem largo, redondo e cheio, sem proeminências. Dorso bem cheio ligeiramente arredondado.
4. Plumagem - 15 pontos
Sedosa, compacta, brilhante e com cor natural.
5. Posição - 10 pontos
Altiva, aproximadamente 45º vom s horizontal
Movimentação constante.
6. Cauda - 5 pontos
Cauda curta, compacta, no alinhamento do dorso.
7. Pernas e Pés - 5 pontos
Pernas ligeiramente fletidas; com coxas invisíveis, canelas curtas.
8. Condição Geral - 5 pontos
Perfeitamente limpo e saudável.
GAIOLAS:
Tipo canário de cor, com os poleiros redondos com diâmetro de 12mm, alinhados e afastados de 7,5cm
ANILHA:
3,0mm
DEFEITOS DESCLASSIFICANTES:
- Pássaros com topete parcialmente decomposto.
- Pássaros de topete com ponto central com área acima de 2 mm de diâmetro.
- Área calva aparente na nuca.
- Pássaros com tamanho igual ou superior a 13 cm.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
A importância do tamanho no Gloster
Tamanho e história do gloster
O pequeno tamanho no gloster sempre foi um aspecto importante ao longo da história de criação deste canário. Inclusive a grande razão para a criação da raça gloster durante o ano de 1920 foi a de produzir um pequeno canário com coroa. Esta foi a razão que levou a fundadora do gloster, Mrs Rogerson, conhecida criadora de Gloucestershire em Inglaterra, a seleccionar tal ave, este não apreciava de todo o tamanho exagerado do canário Crested, e começou a sua busca por um canário pequeno coroado.
Assim o pequeno tamanho tornou-se a linha mestra de selecção para Mrs Rogerson, e deveria ser também o principal aspecto de selecção dos restantes criadores que seguem os seus passos. Podemos assim dizer que é o tamanho do gloster que o distingue do canário Norwich ou Crested e se isto não for tido em conta não existe razão para separarmos este das raças anteriormente citadas.
Nos tempos modernos o tamanho tem sido um dos tópicos mais controversos entre os criadores de glosters. Quando falamos de tamanho, falamos do comprimento desde o bico até à ponta da cauda, no gloster deve ser o mais curto possível, mantendo o corpo, a forma pois actualmente buscamos um canário potente. Durante os últimos 40 anos um grande número de criadores de glosters, fizeram grandes melhorias na criação, surgiram as coroas redondas, longas e com poucas falhas, melhoram-se a cor e a qualidade da plumagem e mais recentemente corpos redondos que dão ao gloster uma distinta e particular forma. No entanto durante este período de rápida evolução, houve períodos em que a raça para evoluir nos pontos atrás assinalados, se descurou ligeiramente a questão tamanho. Por exemplo quando começaram a aparecer os primeiros glosters com coroas cadentes todos os vencedores procuraram trabalhar as mesmas, o que fez com que outras características fossem menosprezadas, incluindo o tamanho.
Esta tendência para dar pouca importância ao tamanho é um problema bem maior se compararmos a Inglaterra com o resto da Europa, criadores do continente, especialmente da Bélgica, sempre tiveram como prioridade o tamanho. Conseguimos ver ainda hoje que essa preocupação continua, com as recentes alterações COM de alocução de pontos com bastante ênfase para com o tamanho dos glosters. Outra grande diferença é que o sistema COM tem como ideal 11,5 cm, enquanto que na Inglaterra tal não existe no nosso standard, que diz simplesmente “tendency to the diminutive”, frase muito aberta a distintas interpretações.
Tamanho e criar bests in show
Quando tentamos criar glosters para vencer exposições, estamos a tentar produzir uma ave com excelente tipo/forma, isto significa ter uma coroa sem faltas, associado a uma boa queda de pena, redonda e com o tamanho apropriado, associado a um pescoço curto e a um corpo redondo e poderoso. Uma ave com todos estes aspectos é um Gloster fantástico! Contudo é muito mais fácil obter todos estes aspectos numa ave maior uma vez que podemos usar plumagens longas e curtas para aumentar cabeça, largura de pescoço e corpo nos nossos casais. È fácil de ver quanto é fácil obter tipo/forma numa ave maior ao analisarmos aves de exposição como por exemplo o Crested ou mesmo o Norwich, bons exemplares destas raças têm cabeças, coroas e pescoços que ultrapassam em muito o que obtemos no gloster, no entanto, tal só é conseguido num conjunto geral maior. Na realidade o que torna difícil a criação do nosso gloster é o facto de tentarmos ter tipo/forma numa ave pequena. Neste aspecto só alguns criadores experientes conseguem produzir glosters pequenos mantendo o tipo/forma e cabeça que todos amamos.
No entanto se permitirmos que aves maiores vençam shows, estamos a fazer com que criação de aves vencedoras seja mais fácil, e de certa forma não estamos a valorizar a habilidade e destreza de certos criadores em combinar tipo/forma num tamanho pequeno.
Se concordamos que é no pequeno tamanho que reside o desafio de criar bons glosters então temos de dar o mérito a esses criadores nas exposições.
Um gloster que seja curto desde o bico à cauda automaticamente parece melhor que uma ave cumprida, isto porque ao ser curto faz com que este pareça mais compacto fazendo com que corpo e pescoço pareçam melhor, mais compactos. No entanto é essencial que seja curtos por natureza, existe uma longa e indistinguível historia à volta de criadores de gloster devido a cortarem caudas de forma a parecem mais curtos. Esta prática é .... uma falta, tal como um centro da coroa deslocado à frente. Ao cortar a cauda o criador está a admitir que não conseguiu combinar tipo/forma e tamanho o suficiente, logo ao cortar a cauda está a tentar bater um colega que produziu uma ave melhor sem recurso a artifícios.
É importante que os juízes tenham a coragem de desclassificar aves que tenham caudas alteradas e mostrar claramente a razão de desclassificação da ave, se o juiz não tomar tal atitude então criadores honestos podem desistir de criar glosters ou começarem também a fazer batota.
O Futuro
No ultimo ano em Inglaterra a mensagem era para que aves grandes vencessem cada vez menos exposições. No entanto, continuam a haver demasiadas aves grandes a bater pequenos glosters que estão mais próximos daquilo que deveríamos procurar na raça. Existem também criadores noutros continentes e na Europa que estão a ficar preocupados com o aumento do tamanho dos glosters nas exposições.
Países como Portugal e Espanha onde a criação do gloster aumentou rapidamente em popularidade são os criadores do futuro, com muitas e excelentes aves criadas que levaram o Gloster para outros níveis. Seria excelente se estes criadores estudassem alguns dos erros cometidos pelos criadores Ingleses nos últimos 40 anos de forma a poderem evitar alguns problemas que possam surgir nos próximos 40 anos.
O pequeno tamanho no gloster sempre foi um aspecto importante ao longo da história de criação deste canário. Inclusive a grande razão para a criação da raça gloster durante o ano de 1920 foi a de produzir um pequeno canário com coroa. Esta foi a razão que levou a fundadora do gloster, Mrs Rogerson, conhecida criadora de Gloucestershire em Inglaterra, a seleccionar tal ave, este não apreciava de todo o tamanho exagerado do canário Crested, e começou a sua busca por um canário pequeno coroado.
Assim o pequeno tamanho tornou-se a linha mestra de selecção para Mrs Rogerson, e deveria ser também o principal aspecto de selecção dos restantes criadores que seguem os seus passos. Podemos assim dizer que é o tamanho do gloster que o distingue do canário Norwich ou Crested e se isto não for tido em conta não existe razão para separarmos este das raças anteriormente citadas.
Nos tempos modernos o tamanho tem sido um dos tópicos mais controversos entre os criadores de glosters. Quando falamos de tamanho, falamos do comprimento desde o bico até à ponta da cauda, no gloster deve ser o mais curto possível, mantendo o corpo, a forma pois actualmente buscamos um canário potente. Durante os últimos 40 anos um grande número de criadores de glosters, fizeram grandes melhorias na criação, surgiram as coroas redondas, longas e com poucas falhas, melhoram-se a cor e a qualidade da plumagem e mais recentemente corpos redondos que dão ao gloster uma distinta e particular forma. No entanto durante este período de rápida evolução, houve períodos em que a raça para evoluir nos pontos atrás assinalados, se descurou ligeiramente a questão tamanho. Por exemplo quando começaram a aparecer os primeiros glosters com coroas cadentes todos os vencedores procuraram trabalhar as mesmas, o que fez com que outras características fossem menosprezadas, incluindo o tamanho.
Esta tendência para dar pouca importância ao tamanho é um problema bem maior se compararmos a Inglaterra com o resto da Europa, criadores do continente, especialmente da Bélgica, sempre tiveram como prioridade o tamanho. Conseguimos ver ainda hoje que essa preocupação continua, com as recentes alterações COM de alocução de pontos com bastante ênfase para com o tamanho dos glosters. Outra grande diferença é que o sistema COM tem como ideal 11,5 cm, enquanto que na Inglaterra tal não existe no nosso standard, que diz simplesmente “tendency to the diminutive”, frase muito aberta a distintas interpretações.
Tamanho e criar bests in show
Quando tentamos criar glosters para vencer exposições, estamos a tentar produzir uma ave com excelente tipo/forma, isto significa ter uma coroa sem faltas, associado a uma boa queda de pena, redonda e com o tamanho apropriado, associado a um pescoço curto e a um corpo redondo e poderoso. Uma ave com todos estes aspectos é um Gloster fantástico! Contudo é muito mais fácil obter todos estes aspectos numa ave maior uma vez que podemos usar plumagens longas e curtas para aumentar cabeça, largura de pescoço e corpo nos nossos casais. È fácil de ver quanto é fácil obter tipo/forma numa ave maior ao analisarmos aves de exposição como por exemplo o Crested ou mesmo o Norwich, bons exemplares destas raças têm cabeças, coroas e pescoços que ultrapassam em muito o que obtemos no gloster, no entanto, tal só é conseguido num conjunto geral maior. Na realidade o que torna difícil a criação do nosso gloster é o facto de tentarmos ter tipo/forma numa ave pequena. Neste aspecto só alguns criadores experientes conseguem produzir glosters pequenos mantendo o tipo/forma e cabeça que todos amamos.
No entanto se permitirmos que aves maiores vençam shows, estamos a fazer com que criação de aves vencedoras seja mais fácil, e de certa forma não estamos a valorizar a habilidade e destreza de certos criadores em combinar tipo/forma num tamanho pequeno.
Se concordamos que é no pequeno tamanho que reside o desafio de criar bons glosters então temos de dar o mérito a esses criadores nas exposições.
Um gloster que seja curto desde o bico à cauda automaticamente parece melhor que uma ave cumprida, isto porque ao ser curto faz com que este pareça mais compacto fazendo com que corpo e pescoço pareçam melhor, mais compactos. No entanto é essencial que seja curtos por natureza, existe uma longa e indistinguível historia à volta de criadores de gloster devido a cortarem caudas de forma a parecem mais curtos. Esta prática é .... uma falta, tal como um centro da coroa deslocado à frente. Ao cortar a cauda o criador está a admitir que não conseguiu combinar tipo/forma e tamanho o suficiente, logo ao cortar a cauda está a tentar bater um colega que produziu uma ave melhor sem recurso a artifícios.
É importante que os juízes tenham a coragem de desclassificar aves que tenham caudas alteradas e mostrar claramente a razão de desclassificação da ave, se o juiz não tomar tal atitude então criadores honestos podem desistir de criar glosters ou começarem também a fazer batota.
O Futuro
No ultimo ano em Inglaterra a mensagem era para que aves grandes vencessem cada vez menos exposições. No entanto, continuam a haver demasiadas aves grandes a bater pequenos glosters que estão mais próximos daquilo que deveríamos procurar na raça. Existem também criadores noutros continentes e na Europa que estão a ficar preocupados com o aumento do tamanho dos glosters nas exposições.
Países como Portugal e Espanha onde a criação do gloster aumentou rapidamente em popularidade são os criadores do futuro, com muitas e excelentes aves criadas que levaram o Gloster para outros níveis. Seria excelente se estes criadores estudassem alguns dos erros cometidos pelos criadores Ingleses nos últimos 40 anos de forma a poderem evitar alguns problemas que possam surgir nos próximos 40 anos.
Por Rob Wright, publicado na Revista O Gloster nº 12
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Conselhos para a criação de uma linhagem de alto valor genético
- Adquirir canários de ótima qualidade, nas mãos de um criador que já pratique a consanguinidade há pelo menos três anos. Deverá ter em mente que o objetivo inicial é a estabilização de uma linhagem de elevado valor genético, não a criação de campeões, que poderá demorar algum tempo.
- Não realizar mais do que três criações por ano ou, como alternativa, utilizar amas secas. Os reprodutores devem ser de boa genealogia, saudáveis, férteis e vigorosos.
- Robustez, vigor, fertilidade e saúde deverão estar associadas à beleza estética dos reprodutores.
- Vender, desde que não imprescindíveis, os canários que participaram nas exposições, evitando eventual contaminação patogénica do canaril.
- Adquirir canários de plumagem excelente (cores / qualidade) e ótima posição. Importante ter em mente que as características hereditárias prevalescentes transmitidas pelo macho são a cor e comprimento (tamanho), enquanto que da fêmea herda o tipo; cabeça; forma; constituição.
- Possuir condições de espaço ideais para a quantidade e pássaros que se pretende criar.
- Fixadas as linhagens, criar em circuito fechado, de modo a evitar genes incompatíveis e efeitos negativos. Deve afastar-se o temor absurdo dos efeitos negativos da consanguinidade.
- Somente a correta aplicação da consanguinidade pode dar vida a uma linha de elevado valor genético. Para isso aplicar um dos métodos de cruzamentos consanguineos já conhecidos.
- A consanguinidade é um filtro do património hereditário, fazendo emergir os caracteres positivos e negativos, por isso eliminar do plantel os pássaros com características indesejadas.
- Acasalar somente os canários saudáveis, ferteis, vigorosos, de bela plumagem e o mais próximo do padrão ideal da raça. Para isso é imprescindível conhecer bem o padrão. Adquisição do manual da raça é um ótimo começo.
- A consanguinidade tende a reagrupar o conjunto dos genes positivos semelhantes, isto é, produz homozigotes, ou seja, a pureza dos caracteres selecionados que assumem predominância na linhagem, de modo que tais características sejam menifestas em todos os membros da família.
Retirado e adaptado de http://mundodogloster.webnode.pt/conselhos/
quarta-feira, 18 de abril de 2012
A mutação intenso
Exclusiva do canário, a mutação intenso reveste-se de aspectos de extraordinária raridade e de grande interesse cientifíco. É geneticamente dominante e sub-letal, provavelmente com um aspecto de expressiva variabilidade, e compreende o antigimento pelo lipocromo da ponta da pena, cujas bárbulas são mais curtas. A expressão lipocrômica é muito forte e a forma do corpo é mais leve e esbelta.
O gene responsável por esta mutação é pleiotrópico, ou seja ele influencia várias características do portador. Nos sujeitos homozigotos, as características se exaltam, reduzindo o seu tamanho, com plumagem muito curta e fortíssima expressão do lipocromo.
Existem fortes variações de um indivíduo para outro, podendo ser mais ou menos evidentes os resíduos de nevadismo. Nos machos, a atuação do fator intenso é geralmente mais forte.
Um fenômeno excepcionalmente notável, que permanece sem explicação e que nunca havia acontecido anteriormente, é o fato da categoria nevado (forma ancestral) precisar de cruzamento misto com a mutação intenso. Efetivamente, o sucessivo cruzamento entre nevados é desaconselhado, uma vez que se obtêm todos os filhotes nevados, normalmente de má qualidade, com nevadismo excessivo que pode estender-se às zonas "de eleição", com carência de lipocromo e, por fim, tendência à plumagem muito abundante. Em caso de repetidos cruzamentos entre exemplares nevados, essas características negativas tendem a aumentar.
Na natureza, os canários se reproduzem sempre entre exemplares nevados sem qualquer problema, mesmo porque não há intensos. No entanto, em cativeiro, o mesmo tipo de cruzamento produz os resultados negativos acima citados. Por outro lado, o acasalamento entre exemplares intensos e nevados permite o nascimento de nevados de boa qualidade e equilibrados. Em todas as espécies criadas em cativeiro, a regra geral é que maiores serão o equilíbrio e a vitalidade dos filhotes quanto mais fortes forem as características presentes do tipo ancestral. É realmente difícil explicar esta exceção nos canários!
Infelizmente são poucos os que se aprofundam no problema. Na minha opinião, provavelmente o fenômeno é uma conseqüência induzida pela mutação intenso, que pode ser capaz de induzir outras mutações e de modificar, mesmo que não de forma evidente a própria forma genética.
Um outro problema a ser considerado é por que os nevados resultantes do cruzamento entre intensos e nevados são bons. Acredito que possa ocorrer um fenômeno semelhante ao da heterogênese não transmissível. Os nevados obtidos de acasalamentos entre dois exemplares intensos, nascidos na probabilidade de 25% dos filhotes, geralmente apresentam uma situação de excesso que os faz semelhantes aos obtidos através de cruzamnetos puros. Por outro lado, usando uma fêmea intensa com um macho nevado, obtêm-se em geral, apenas como uma tendênmcia, resultados ligeiramente melhores que os obtidos quando se usam uma fêmea nevada com um macho intenso. A regra é válida tanto para os filhotes intensos quanto para os nevados. Os intensos tendem a apresentar uma melhor intensidade de cor, e os nevados, um ótimo equilíbrio e bom nevadismo.
O gene responsável por esta mutação é pleiotrópico, ou seja ele influencia várias características do portador. Nos sujeitos homozigotos, as características se exaltam, reduzindo o seu tamanho, com plumagem muito curta e fortíssima expressão do lipocromo.
Existem fortes variações de um indivíduo para outro, podendo ser mais ou menos evidentes os resíduos de nevadismo. Nos machos, a atuação do fator intenso é geralmente mais forte.
Um fenômeno excepcionalmente notável, que permanece sem explicação e que nunca havia acontecido anteriormente, é o fato da categoria nevado (forma ancestral) precisar de cruzamento misto com a mutação intenso. Efetivamente, o sucessivo cruzamento entre nevados é desaconselhado, uma vez que se obtêm todos os filhotes nevados, normalmente de má qualidade, com nevadismo excessivo que pode estender-se às zonas "de eleição", com carência de lipocromo e, por fim, tendência à plumagem muito abundante. Em caso de repetidos cruzamentos entre exemplares nevados, essas características negativas tendem a aumentar.
Na natureza, os canários se reproduzem sempre entre exemplares nevados sem qualquer problema, mesmo porque não há intensos. No entanto, em cativeiro, o mesmo tipo de cruzamento produz os resultados negativos acima citados. Por outro lado, o acasalamento entre exemplares intensos e nevados permite o nascimento de nevados de boa qualidade e equilibrados. Em todas as espécies criadas em cativeiro, a regra geral é que maiores serão o equilíbrio e a vitalidade dos filhotes quanto mais fortes forem as características presentes do tipo ancestral. É realmente difícil explicar esta exceção nos canários!
Infelizmente são poucos os que se aprofundam no problema. Na minha opinião, provavelmente o fenômeno é uma conseqüência induzida pela mutação intenso, que pode ser capaz de induzir outras mutações e de modificar, mesmo que não de forma evidente a própria forma genética.
Um outro problema a ser considerado é por que os nevados resultantes do cruzamento entre intensos e nevados são bons. Acredito que possa ocorrer um fenômeno semelhante ao da heterogênese não transmissível. Os nevados obtidos de acasalamentos entre dois exemplares intensos, nascidos na probabilidade de 25% dos filhotes, geralmente apresentam uma situação de excesso que os faz semelhantes aos obtidos através de cruzamnetos puros. Por outro lado, usando uma fêmea intensa com um macho nevado, obtêm-se em geral, apenas como uma tendênmcia, resultados ligeiramente melhores que os obtidos quando se usam uma fêmea nevada com um macho intenso. A regra é válida tanto para os filhotes intensos quanto para os nevados. Os intensos tendem a apresentar uma melhor intensidade de cor, e os nevados, um ótimo equilíbrio e bom nevadismo.
terça-feira, 27 de março de 2012
Siglas dos Clubes filiados à FOB
As imagens abaixo foram extraídas de uma página do Anuário da FOB e apresenta a lista dos clubes ativos filiados em 2012 com as respectivas siglas
Identificação nas anilhas FOB
Essas são as informações que constam nas anilhas FOB:
Sigla da FOB; Código do Criador; Ano de nascimento do pássaro; Sigla do clube, Número do Anel
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